CDB: o que é, como funciona e como investir em 2026

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CDB: o que é, como funciona e como investir em 2026

Com a Selic a 14,75% ao ano, o CDB está entre os investimentos de renda fixa mais rentáveis e seguros do Brasil. Entenda o que é CDB, como funciona a rentabilidade, quais tipos existem e como começar a investir — com simulador interativo.

📅 ⏱️ Leitura: 12 minutos ✍️ Papo Dinheiro

O que é CDB?

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Na prática, é um título de renda fixa emitido por bancos para captar dinheiro. Quando você investe em um CDB, está emprestando dinheiro ao banco — e ele te paga juros por isso.

É um dos investimentos mais populares do Brasil justamente pela combinação de segurança, rentabilidade e acessibilidade. Diferente da poupança, o CDB tem rendimento que acompanha os juros da economia — e em 2026, com a Selic elevada, esse rendimento está bastante atrativo.

A segurança vem do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que protege seu dinheiro em até R$ 250 mil por CPF por instituição — exatamente o mesmo limite da poupança. Se o banco que emitiu o CDB falir, o FGC devolve seu dinheiro em até 30 dias úteis. Você pode conferir as regras completas no site oficial do FGC.

Para entender melhor o contexto, recomendamos ler nosso guia sobre como começar a investir do zero antes de continuar — ele apresenta os conceitos básicos que tornam tudo mais fácil de assimilar.

📌 Resumo em 3 linhas

CDB = você empresta dinheiro ao banco → o banco paga juros → você resgata no vencimento (ou antes, se tiver liquidez diária). Simples assim.

3 tipos de CDB para investir em 2026

Existem três modalidades principais de CDB, cada uma indicada para um perfil e momento diferente:

📈

Pós-fixado

Rentabilidade atrelada ao CDI — acompanha os juros da economia. Se a Selic sobe, você ganha mais. Exemplos: 100% do CDI, 110% do CDI.

✅ Ideal para iniciantes
🔒

Pré-fixado

Taxa definida no momento da aplicação. Você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento. Ex: 14% ao ano.

✅ Ideal para metas de longo prazo
🛡️

Híbrido (IPCA+)

Combina inflação (IPCA) + taxa fixa. Garante ganho real acima da inflação. Ex: IPCA + 6% ao ano.

✅ Ideal contra inflação

Para quem está começando, o CDB pós-fixado com liquidez diária é a escolha mais indicada: você acompanha o CDI, pode resgatar quando precisar e não corre risco de perder dinheiro por variações do mercado.

Quanto rende o CDB em 2026?

Em maio de 2026, o CDI está em 14,83% ao ano, muito próximo da taxa Selic de 14,75% — você pode acompanhar a Selic atualizada no site oficial do Banco Central. Veja quanto rende um CDB dependendo do percentual do CDI contratado:

% do CDIRentabilidade bruta anualRentabilidade líquida* (12 meses)R$ 10 mil em 12 meses (líquido)
90% do CDI13,35% a.a.11,01% a.a.R$ 11.101
100% do CDI14,83% a.a.12,23% a.a.R$ 11.223
105% do CDI15,57% a.a.12,85% a.a.R$ 11.285
110% do CDI16,31% a.a.13,46% a.a.R$ 11.346
120% do CDI17,80% a.a.14,68% a.a.R$ 11.468
Poupança (ref.)8,25% a.a.8,25% a.a. (isenta)R$ 10.825

*IR de 17,5% descontado (alíquota para aplicações entre 181 e 360 dias). CDI de referência: 14,83% a.a. (maio/2026). Valores aproximados para fins educacionais.

Imposto de Renda no CDB: tabela regressiva

O CDB tem incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos (não sobre o valor investido). A alíquota diminui conforme o prazo da aplicação — quanto mais tempo você deixar investido, menos IR paga:

📋 Tabela regressiva de IR — CDB

Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20,0%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15,0%

Além do IR, há o IOF para resgates antes de 30 dias — ele começa em 96% dos rendimentos e cai progressivamente até zerar no 30º dia. Portanto, nunca resgate um CDB antes de completar 30 dias de aplicação.

💡

Dica: para a reserva de emergência, use um CDB de liquidez diária mesmo que a alíquota de IR seja maior. A liquidez vale mais que o desconto fiscal nesse caso. Para objetivos de médio e longo prazo, escolha CDBs com prazo acima de 720 dias e pague apenas 15% de IR. Veja como planejar isso em nosso guia sobre reserva de emergência.

Simulador de rendimento do CDB

Preencha os campos abaixo para calcular quanto seu dinheiro vai render no CDB, já com o IR descontado:

🧮 Simule seu rendimento no CDB

📊 Resultado da simulação:

Valor investido
Rentabilidade bruta
Imposto de Renda
Rendimento líquido
💰 Total a receber

⚠️ Simulação com fins educacionais. O CDI pode variar ao longo do período. Consulte sempre a instituição financeira antes de investir.

CDB versus poupança: a comparação definitiva

Muita gente ainda guarda dinheiro na poupança por hábito — mas os números mostram que essa escolha tem um custo real. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano (como em 2026), a poupança rende apenas 70% da Selic, o que equivale a cerca de 8,25% ao ano.

Um CDB de 100% do CDI, mesmo após descontar o IR, entrega rendimento líquido de cerca de 12,23% ao ano para aplicações de 12 meses — quase 50% a mais que a poupança. E para aplicações acima de 2 anos, com IR de apenas 15%, a diferença é ainda maior.

CritérioPoupançaCDB 100% CDI
Rentabilidade anual (2026)8,25%14,83% bruto
Imposto de RendaIsenta15% a 22,5% sobre rendimentos
Rendimento líquido (12 meses)8,25%≈ 12,23%
Proteção FGC✅ R$ 250 mil✅ R$ 250 mil
Liquidez diária✅ Sim✅ Em alguns CDBs
Valor mínimoR$ 0,01A partir de R$ 1

A conclusão é direta: para quem já tem dinheiro na poupança e quer migrar para o CDB, o processo é simples — basta abrir conta em uma corretora ou banco digital e transferir. O rendimento extra ao longo dos anos pode fazer uma diferença significativa na construção do seu patrimônio. Veja mais sobre essa jornada em nosso artigo sobre a regra 50-30-20.

Como investir em CDB do zero: passo a passo

Investir em CDB é mais simples do que parece. Siga estes passos:

  1. Abra conta em uma corretora ou banco digital. Opções populares: XP Investimentos, BTG Pactual digital, Rico, Nubank, Inter, PicPay. A abertura é gratuita e 100% online.
  2. Transfira o dinheiro via PIX ou TED. O valor cai na conta em segundos e já fica disponível para aplicação.
  3. Acesse a área de investimentos e filtre por CDB. Você verá as opções disponíveis com rentabilidade, prazo, valor mínimo e tipo de liquidez.
  4. Compare os percentuais do CDI e o prazo. Para começar, priorize CDBs com liquidez diária acima de 100% do CDI. Confira opções no comparador de CDBs do Investidor10.
  5. Aplique o valor e confirme. O dinheiro começa a render no próximo dia útil.
  6. Acompanhe pelo app. Você verá o rendimento acumulado em tempo real. Só resgate quando necessário — e nunca antes de 30 dias para evitar o IOF.
📌

Estratégia recomendada para iniciantes: use o CDB de liquidez diária (100% a 106% do CDI) para guardar a reserva de emergência. Para objetivos de 1 a 3 anos, escolha um CDB pós-fixado com prazo fechado acima de 110% do CDI. Para o longo prazo, considere o CDB híbrido (IPCA+) para proteção contra inflação.

❓ Perguntas frequentes sobre CDB

Ambos têm a mesma proteção do FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição. A diferença é que o CDB, em 2026, rende significativamente mais que a poupança — que paga apenas 70% da Selic quando a taxa está acima de 8,5% ao ano.

Depende da instituição. Em fintechs e bancos digitais como PicPay, Nubank e Inter, é possível começar com R$ 1. Em bancos tradicionais, o mínimo costuma ser R$ 1.000 ou mais. Para CDBs com rentabilidades maiores (acima de 110% do CDI), o aporte mínimo tende a ser mais alto.

O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição financeira, com teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Se o banco falir, você recebe de volta até esse limite em até 30 dias úteis.

Em geral, sim. A flexibilidade de resgatar a qualquer momento tem um custo: CDBs com liquidez diária costumam pagar entre 100% e 106% do CDI. CDBs com prazo fechado podem pagar 110%, 120% ou até mais do CDI. Para a reserva de emergência, o CDB de liquidez diária é ideal.

Para valores abaixo de R$ 250 mil, um bom CDB de liquidez diária acima de 100% do CDI tende a render mais que o Tesouro Selic, que tem taxa de custódia de 0,2% ao ano. Para valores maiores, o Tesouro Selic pode ser mais vantajoso por ter a garantia do governo federal.

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